Nas ciências,
teorias são testadas e os cientistas descobrem se são verdadeiras ou
não. É assim o tempo todo e elas se referem a fenômenos naturais,
objetos constituintes da natureza, criados pelo ser humano, etc. Tudo
existente é passível de se compreender em laboratórios e este tudo se
refere à matéria e energia comuns ou derivados delas. Nos laboratórios
existem aparelhos detectando
propriedades naturais e levando aos sentidos dos cientistas,
principalmente para a visão, a serem analisadas e compreendidas. Muitas
vezes uma teoria também surge depois de algo detectado por esses aparelhos.
O maior instrumento de laboratório mundial, o Grande Colisor de Hádrons
(LHC), um acelerador de partículas, na fronteira da França com a Suíça,
foi o responsável pela descoberta da partícula subatômica bóson de Higgs, responsável pela estrutura de todas as outras formas de matéria, de tamanhos micro até o macro. Ele forma os prótons, nêutrons e elétrons constituindo
os átomos e, estes, as moléculas. Assim, tudo na natureza, inclusive
nossos corpos, e aquilo criado pelo homem, são formados, em última
instância, a partir do bóson de Higgs.
Essa partícula foi prevista em teoria no ano de 1964 pelo físico britânico Peter Higgs e descoberta em 2013. O que existia na teoria, existia na natureza, embora nem sempre é assim: uma teoria pode estar errada.
Mas alguém poderá dizer: o bóson é algo estranho porque não aparece na natureza como uma pedra ou pedaço de madeira! Mas forma tudo existente e quando falo em matéria e energia comuns, me refiro também a tudo oculto aos nossos sentidos, os quais só instrumentos de laboratórios podem descobrir.
Quando
se diz “provar”, “prova”, quer se dizer sobre algo possível de ser
testado, descoberto, mostrado com aparelhos, instrumentos.
É
comum ver discussões calorosas entre religiosos e céticos nas quais um
religioso diz: provem que Deus não existe. Ou o cético: provem que Ele
existe! Aí podem surgir os argumentos sobre o ônus da prova, mas, é provar, buscar a prova e caímos no parágrafo anterior...
Veja,
Deus não pertence à Física, à Química e à Biologia, bases dos objetos e
fatos naturais; Ele está em um plano inatingível para as ciências, além
delas. É sobrenatural, ou seja, sobre o natural, sobre os fenômenos naturais, imaterial, espiritual. Não
há instrumentos de laboratórios para alcançá-Lo e nunca o ser humano
será capaz de construir um porque esses mesmos instrumentos, construídos
de energia e matérias comuns, só podem analisar fenômenos e descobrir
as suas origens e propriedades, de energias e matérias comuns!
Imagine
um radiotelescópio recebendo e armazenando em computadores ondas
eletromagnéticas oriundas de todas as direções do espaço ao nosso
planeta. Essas ondas são constituídas de campos elétricos e magnéticos
se alternando e/ou, segundo a Física Quântica, de fótons. Elas são matéria e energia nas quais os radiotelescópios foram construídos para detectá-las.
Quem os construíram sabiam dessas verdades da ciência e por isso foram
capazes de realizá-los. O sobrenatural não é constituído, formado desses
elementos, está além deles e dos nossos sentidos, e, portanto, da nossa
compreensão. Ou seja, o sobrenatural não é formado de nada a partir, me referindo mais uma vez, de matéria e energia comuns, sendo a busca da prova que Deus existe é uma bobagem. Ridículo!
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